Londres por natureza já seria para os Jogos Olímpicos um lugar especial para a celebração de marcas e recordes inesquecíveis, o que não amenizou em nenhum momento a otimização da organização do evento, começando pelos temas abordados na festa de abertura dos jogos, com uma trilha sonora invejável e uma rainha que além de garbosa, por alguns momentos se curvou a modernidade e o destemor de James Bond.
Uma cerimônia cinematográfica com a elegância britânica e uma organização exemplar como o mundo já previa. O mesmo não posso dizer da festa de encerramento a até o momento em que destacou a transição para os jogos olímpicos do Rio em 2016.
Uma cena regada a uma imagem estereotipada de um Brasil que vê o seu trabalhador (o gari) sendo expulso do palco por um segurança ou uma autoridade européia, como se o nosso país não oferecesse mais absolutamente nada ao invés de carnaval, malandragem, índios e um povo sem educação.
Sobre o público e a exploração do marketing, podemos dizer que não houve o mesmo cuidado para a venda de ingressos em todas as modalidades praticamente. Por exemplo no futebol, o impressionante estádio de Wembley não recebeu público máximo na final, um dado lamentável por se tratar da final do futebol masculino no país que inventou o futebol!
Inegavelmente Londres é um oásis, linda pela construção do homem, e organizada por um povo sério e preocupado com os interesses que envolveram os jogos, o Rio é um outro oásis construído pelas mãos divinas, o que não pode em hipótese alguma confundir a mentalidade do homem brasileiro que imagina que por ser uma cidade abençoada por Deus, as coisas acontecerão também naturalmente.
Lombardi Jr. - comentarista equipe 1040